Esta mensagem foi escrita por Joesia, mãe de um Anjo, Talitha Pietra.
Talitha tinha apenas 11 anos, prestes a completar 12, quando foi atropelada, morrendo no local. O seu assassino, um policial militar, fugiu sem prestar socorro.
E ontem foi o primeiro dia das mães que Joésia passou sem sua princesa, seu Nego Lindo.
Mesmo que nunca venha gerá-lo. Toda mulher é mãe. Primeiro da boneca. Mais tarde do irmãozinho. Casada, é mãe do marido, antes de sê-lo dos filhos. Sem filhos, será mãe adotiva ou madrinha. Entregará a alguém os benefícios do seu amor. Os sobrinhos, os filhos alheios, talvez uma justa causa. Joana D´Arc foi mãe de sua causa e por ela morreu queimada, como qualquer mãe morreria por seu filho. Quantas mulheres, que a vida não escolheu para a maternidade de seus próprios filhos, não se tornaram mães das próprias mães? Quantas? Ou do pai ou do avô. Não importa se você é aquela amigona que sempre adivinha o que sua amiga precisa. Ou a titia coruja que sempre leva a sobrinha ou o sobrinho ao cinema e os enche de pipoca e refrigerante. Pode ser aquela irmã mais velha, que sempre cuidou do irmãozinho ou da irmãzinha como se soubesse todos os truques de mãe. Ou então a avó que mima e faz todas as vontades do neto só para ver aquele sorrisinho singelo em seu rosto. E até mesmo a mãe de verdade, que consegue ser filha, tia e avó ao mesmo tempo e mais um pouco. Não importa qual o seu estilo de ser mãe. Dentro de você existe um sentimento que te faz abrir mão de certas vontades só para fazer alguém feliz. A maternidade é irreprimível. Como uma fonte de água que uma pedra obstrui, ela vai brotar mais adiante. Na guerra, a mulher é mãe dos feridos, mesmo que usem outras bandeiras e vistam outro uniforme. A maternidade não tem fronteiras, não tem cor, não tem preferências. É das poucas coisas que bastam a si próprias. Tem a sua própria religião. Tem a sua própria ideologia. Causa, origem, começo. Um carinho que preenche teus espaços vazios com um cuidado que, por muitas vezes, parece dar sentido à sua vida. Um sentimento único que só você tem e talvez só você entenda. Parabéns a você e a todas as mulheres que têm um pouco de mãe. Toda mulher é mãe Autor Desconhecido
Oi!! Eu sou o Talitha Pietra e tenho 11 anos, completaria 12 no próximo dia 21. Sou estudante, “mãe” de um bebê (meu irmãozinho que eu cuidava como uma mãe), ajudo minha mãe a trocar fraldas, a dar mamadeira... também amo meu outro irmão. Agora não posso mais cuidar deles, pois eu, Talitha, FALECI na manhã de domingo (18/10/2015), vitima de um atropelamento sem socorro. Veja como é irônico o meu caso. Fui atropelada e abandonada numa avenida próximo a minha residência em JUAZEIRO DO NORTE/CE, por um homem que tem a função de nos proteger, que é um policial militar. Não sei o que houve, só sei que depois de sair de uma capela, Capela de São José, acompanhada de uma amiga resolvemos voltar para nossas casas. Era por volta das 7 horas e 30 minutos da manhã, quando, na tentativa de atravessar a avenida para voltar para casa, olhei para o lado e não vinha nenhum veículo, e de repente fui atingida, não deu tempo saber o que estava acontecendo comigo, só senti que meus pés não estavam mais no chão, fui arremessada violentamente por mais de 3 metros de altura e 15 metros de distância. Quando cheguei ao chão, já estava morta. Fiquei ali por alguns instantes até avisarem aos meus pais e a polícia, que chamara o SAMU e constataram que eu havia falecido. Aaaaaahhhh como eu queria ter chegado em casa e abraçado meus pais e meus irmãos... Hoje minha mãe, meu pai, meu irmão, minha avó, meus tios, meus primos e toda família choram por terem me enterrado tão jovem, cheia de vida. Tudo porque UM POLICIAL MILITAR, embriagado e em alta velocidade resolveu ir para o acostamento para burlar um foto sensor, me arrebentou e sem titubear continuou seu caminho, me deixando lá como se eu não fosse nada. Ei mocinho... senhor Leonardo Lima Tavares, não foi difícil te achar. Você achava que minha família iria deixar para lá? Não! Nós te achamos e colocamos você na cadeia e agora queremos que pague pelo que fez. Sei que nada o que for feito me dará condições de voltar, só gostaria que você soubesse e tomasse consciência do resultado da sua irresponsabilidade. Eu morri, minha família chora, você pagou fiança e esta por aí bebendo mais umas, nos braços dos seus familiares e bancando a vítima. Aí eu te pergunto: "Você deveria mesmo ser um policial?